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Bardo Louco


Conversa Que Tive...

O meu jeito de olhar ficou perdido,

diante dos olhos que via,

do movimento que tinha...

Meus dedos voavam,

tentando encontrar nas letras,

aquelas que me identificassem,

tiveram a mesma tarefa das asas de antes,

o som vinha do silêncio,

de onde brotavam as palavras,

testemunhas únicas de nossa conversa...

Na próxima, trarei as flores!!!



Escrito por Mauro Medeiros às 17h08
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Em silêncio...

Não ouvi a voz da noite!!!

Pensei por algum instante,

me sentir atraído por uma lua que não se mostrava,

seu brilho não vi,

as estrelas se negaram a emprestar-lhe...

Uma lua em noite escura.

Que faz a moça na janela, sem na rua poder olhar?

Que faz o jovem casal junto ao portão, sem os olhos poder fitar?

Que faz da noite, sem a lua poder chamar?

Lua que não brilha,

sem desenho no ar,

esconde o seu rosto,

sem a noite iluminar...

Esconde o seu corpo de mim,

sem na noite poder tocar...

E nas árvores das folhas que se agitam ao vento,

ouço a pequena voz partir,

a pouca voz de alguns dias,

procuro escutá-la novamente,

mas vai longe...

Parte na noite escura,

Parte junto da lua sem o brilho mostrar.

Em silêncio,

a pequena voz que não quis na noite sem lua cantar.



Escrito por Mauro Medeiros às 17h06
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Os mesmos olhos...

Mais cedo do que pensava,

E mais tarde do que desejei,

Encontrei em meu caminho os mesmos olhos que por vezes fitei,

Os olhos da menina dos pés molhados,

Um tanto do canto do céu,

Que partiu com a chuva...

Minhas perguntas sem respostas,

Nenhuma conversa,

Sem um café desta vez,

Apenas o cheiro que no ar exalava...

E logo após sua partida,

A chuva mansa se fez,

Sem poder seus pés molhar,

Respingando apenas em meu rosto,

Enquanto observava um tanto do céu,

Que escuro,

Não mais seus olhos lembravam...



Escrito por Mauro Medeiros às 17h05
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Casa Perdida...

Já me perdi em tantas casas iguais que encontro em meu caminho,

não consigo encontrar a casa de onde saí esta manhã,

o dia já se vai,

o sol se esconde atrás das colinas,

e no vale,

o manto escuro da noite,

 não me permite identificar a morada que me acolheu em prazer,

por toda a noite anterior.

Ao sair em felicidade,

abraçado pela alegria,

não notei a semelhança que havia entre todas as casas do lugar,

todas as ruas,

os rostos semelhantes de toda a gente.

Cansei...

Sentei-me em um canto qualquer,

num banco de pracinha,

tão igual ao de outras três,

num jardim de poucas flores.

Abri o vinho,

que havia comprado para comemorar o prazer,

na casa que não mais encontrava,

parti o pão,

companheiro do vinho,

meus únicos parceiros ao lado de poucas flores,

na noite agora de um luar claro,

de uma lua prateada,

grande,

que tomava boa parte do céu de tantas estrelas.

E por longos momentos ali permaneci.

Recordei a noite que tive,

a dama que me acompanhou em prazer,

me permitindo ser "perdido",

sentia o cheiro que a noite trazia,

o cheiro das flores,

sentia o gosto da bebida,

lembranças dos beijos,

os cabelos entrelaçados em meus dedos,

o corpo nu colado ao meu,

os olhos...

O sorriso...

Os pés junto aos meus,

nossos movimentos,

sua voz...

O vinho chegava ao fim,

a minha noite se tornava longa,

minhas recordações da noite anterior,

ainda me acompanhavam

e a saudade dos beijos...

O desejo...

O suave toque das suas mãos...

Adormeci.



Escrito por Mauro Medeiros às 17h03
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Um pouco mais...

E pronto!

Procuro por rostos que nunca vi,

Olhares perdidos que no meu se encontrem,

Procuro a chuva que logo passa,

Que forma no céu um arco-iris,

E levanta um cheiro bom da terra.

Procuro talvez,

Por procurar...

Um meio apenas de me encontrar.



Escrito por Mauro Medeiros às 20h26
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Desejo...

boa noite!

te desejei muito nesta noite,

coisa que até então só me atraía,

mas depois da imagem que me dava seu movimento,

te desejei...

quis sentir seu beijo,

seu corpo,

seu calor,

senti-la vibrar,

sentir-me perdido em você,

minha dama...

quis gritar na noite,

palavras que mexessem com seus sentidos,

esfregar minha boca na sua,

deitar meu corpo junto ao seu,

sentir seu peso,

seu cheiro,

seu suor,

quis...

correr minhas mãos por seu corpo,

beijar o que te faz mais menina,

tocar o que te torna mulher,

tocar-te dentro,

penetrar paixão,

fabricar ruídos,

encher a noite de gemidos,

perder todo o meu juízo...

ser da noite,

o que busca o corpo que amanhece comigo,

deixar que ao brilhar o dia,

seus olhos venham mais fortes que o brilho do sol,

e me acordar para sentir o dia,

que da noite,

 pelo prazer me recordaria...



Escrito por Mauro Medeiros às 02h41
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Um Caminho...

Um caminho para os pés cansados,

que pisam pesadamente a areia da praia,

um lugar para um corpo cansado,

que afunda a palha que lhe serve de cama,

uma visão para os olhos cansados,

que não enxergam a lua na despedida do sol,

uma flor para as mãos cansadas,

que esmagam a leveza com a força de seu toque,

uma canção para ouvidos cansados,

que não escutam nem a própria voz,

que cansada nada quer falar...

Um coração para um peito cansado,

que o amor não mais abriga...



Escrito por Mauro Medeiros às 21h04
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Bardo Louco...

 

Ainda sou o bardo louco, formoso e apaixonado

Que espera da lua uma resposta,

Que canta por repetidas vezes as mesmas canções,

Que navega em pensamentos à procura de um porto,

Sou solto,

Ao vento,

Num peito inquieto,

Sou a noite em seus sussurros,

Namoro com a dama que me permitir,

Ser perdido...

Trago um desenho em meus olhos,

Brinco entre as estrelas

E brilho à quem me olhar,

Sou o bardo louco...

Que grita na noite o seu nome...



Escrito por Mauro Medeiros às 02h08
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